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Cumuruxatiba:

O que fazer.

 

 

 


 

 ABROLHOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O arquipélago de Abrolhos deve seu nome às formações de corais que atrapalharam os primeiros navegadores portugueses, fazendo com que surgisse a recomendação “abre os olhos!”. Parque nacional controlado pelo Ibama, tem vários pontos de primeira grandeza para mergulho, e suas ilhas servem de colônia para aves marinhas. Além de mergulhar (melhor visibilidade: de outubro a março), os visitantes aproveitam a temporada de julho a novembro para ver as baleias jubarte (ou baleias-cantoras) que migram às milhares, fugindo dos rigores do inverno da Antártida, para dar à luz e amamentar seus filhotes, e ficam horas a fio com a cauda para cima d'água. O arquipélago fica a 70 km da costa, e o acesso é totalmente organizado -- é preciso autorização para entrar na área do parque, e os mergulhos são acompanhados por funcionários do instituto. Existem dois tipos de passeioso que vale a pena e o que é programa de índio.

 

O passeio que vale a pena: se você é mergulhador, existem passeios com um, dois e até três pernoites no parque nacional. Você dorme no barco e faz mergulhos de garrafa nos melhores pontos do arquipélago. A conta fica entre R$ 150 e R$ 200 por pessoa, por dia, dependendo das acomodações (cabine coletiva ou de casal), incluindo as refeições e um ou dois mergulhos autônomos por dia. A viagem é feita em escunas e outras embarcações lentas, que provocam menos enjôo em alto mar que as lanchas rápidas. Eu não mergulho de garrafa, mas todos os relatos indicam que, debaixo d'água, Abrolhos é sensacional -- valendo, com folga, a viagem.

 

O passeio que é programa de índio: o passeio de um dia só. Vendido sem maiores esclarecimentos a pessoas que não mergulham e apenas querem preencher um dia de férias com alguma atividade, o bate-e-volta a Abrolhos é uma roubada. E uma roubada cara, a 180 paus por pessoa. Você amanhece às 7h30 no píer e às 8 e pouco o seu grupo zarpa para uma viagem de duas a três horas (em lancha ou catamarã, respectivamente) em que boa parte dos passageiros vai lutar contra o enjôo. Fora da temporada das baleias, não há absolutamente nada para se ver no caminho. Quando você finalmente chega ao destino, você percebe -- tarde demais -- que, acima da superfície, Abrolhos não é assim nenhum Noronha. Antes de mergulhar, o seu grupo ganha um pequeno tour de 15 minutos numa das ilhas, onde estagiários do Ibama vão apontar e contar causos sobre as aves que moram por ali. Na hora do mergulho, quem está de snorkel descobre que deveria ter contratado um mergulho de garrafa, porque é preciso mergulhar fundo para ver a vida marinha. Uma hora e meia mais tarde, quando você já está quase recuperado da ida, é hora de voltar -- ou seja, mais 120 ou 180 minutos de enjôo. Fuja! Inclua-se fora dessa! Economize sua grana! Ou pegue um passeio com pernoite e aproveite para aprender a mergulhar de garrafa...

 

E quem não mergulha mas quer ver as baleias? Não é preciso ir até Abrolhos para avistar baleias. Existem passeios beeem mais baratos e livres de enjôo que saem de Prado e, com menor freqüência, de Cumuruxatiba.

 

E quem mergulha mas não quer pernoitar? Você pode fazer o passeio de um dia só e contratar mergulho de garrafa (a um custo extra), ou então se encaixar num passeio a algum local de mergulho mais próximo do continente, como o Parcel de Paredes.

 

 Estratégia de viagem

Apesar de haver viagens de mergulho organizadas a partir de Alcobaça e Nova Viçosa, as partidas mais freqüentes são da cidade histórica de Caravelas (foto). Como os barcos e lanchas saem de manhã cedinho (você precisa se apresentar até às 7h30), o melhor é chegar a Caravelas na véspera do passeio e pernoitar por lá. Ligue antes para as operadoras (daqui a pouco eu falo delas) e informe-se sobre as partidas previstas. Leve em consideração que nenhuma partida é absolutamente garantida: o Ibama não permite que os barcos façam o percurso com mau tempo (um vento mais forte já é motivo para cancelamento da viagem). Não venha, portanto, com os dias contados -- você pode ficar um, dois, até três dias esperando que sua saída seja confirmada. Como as praias de Caravelas não são bonitas (o mar é marrom-escuro o ano inteiro), complete sua estada em Cumuruxatiba ou Corumbau.

 

Como chegar

No fim de 2004 a Ambiental Turismo (www.ambiental.tur.br) voltou a vender pacotes para Abrolhos com providenciais vôos charter de São Paulo a Caravelas. O aeroporto com vôos regulares diários mais próximo é o de Porto Seguro (250 km ao norte). Também é possível chegar por Mucuri (150 km ao sul), que tem vôos da Pantanal (tel.: 11/3040-3945) saindo de São Paulo toda 2a., 4a. e 6a. Caravelas fica a 60 km de Prado, 90 km de Cumuruxatiba, 146 km do Corumbau, 200 km de Caraíva (via Monte Pascoal), 240 km do Arraial d'Ajuda, 260 km de Trancoso e 260 km de Itaúnas. Quem vem do norte pela BR 101 deve pegar o braço local da BA 001 em Itamaraju; quem vem do sul entra na BA 001 em Teixeira de Freitas. Ah, sim: se você vier da região de Porto Seguro (Arraial, Trancoso, Caraíva) tenha em mente que os 90 km entre Eunápolis e Itamaraju estão em péssimo estado -- você vai perder duas horas só nesse trecho (a viagem inteira deve durar umas 4 horas e meia). 

 

 Onde ficar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A opção mais bem-localizada é o Farol Abrolhos Iate Clube, que fica à beira-rio e tem chalezinhos com TV e ar condicionado dispostos em torno de um jardinzinho. Tem até piscina (pequena, mas tem). Na temporada, o hotel realiza seus próprios passeios; mas o lugar fica pertinho dos píers de outras operadoras, como a Abrolhos Embarcações e a Princesa de Abrolhos. Diárias, R$ (AT) e R$ (BT). Praia de Quitongo, s/n. Tel.: (73) 3297-1002. www.farolabrolhos.com.br

 

 As operadoras

Princesa de Abrolhos só trabalha com pernoites no arquipélago: (73) 3297-1777, www.abrolhosdive.com.br. Já a Abrolhos Embarcações, apesar de ter passeios com pernoite, é a maior operadora de passeios de um dia só, em catamarã ou lancha: (73) 3297-1172,  www.abrolhosembarcacoes.com.br  A Farol Abrolhos funciona no Iate Clube (que também serve de hotel) e faz passeios de um dia só (na temporada) e também com pernoite: tel. (73) 3297-1002, www.farolabrolhos.com.br. Finalmente, a Abrolhos Turismo agencia diversas embarcações, inclusive as daí de cima:  (73) 3297-1149, www.abrolhosturismo.com.br

 


 PASSEIO DE BARCO À PONTA DO CORUMBAU

Bem mais divertido do que enfrentar os 60 km de terra até a bela ponta do Corumbau. O barquinho leva pouco mais de duas horas para chegar -- incluindo uma parada nos recifes Pataxós para um mergulhozinho. A volta é costeando as praias, com uma parada na Barra do Caí.

 

 

 

 

 


PASSEIO DE BARCO PARA VER AS BALEIAS-JUBARTE

Entre julho e outubro, esta região da Bahia é escala na rota das baleias-jubarte -- ou baleias-cantoras. Não, você não precisa ir até Abrolhos para ter um tête-à-tête com uma delas. Existem passeios que saem de Cumuruxatiba mesmo, cobrando entre R$ 60 e R$ 80 por pessoa (dependendo do tamanho do grupo). Se o movimento estiver muito devagar em Cumuru, peça para a sua pousada encaixar você num dos passeios que saem de Prado (a 32 km).

 

 


 PASSEIO A CARAVELAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fundada em 1503, é uma das cidades mais antigas do Brasil. Seu centrinho histórico tem alguns casarões bonitos -- mas na minha opinião o que a cidade tem de mais encantador é o pôr-do-sol à beira-rio. Recomendo -- isto é, a quem tem coragem de encarar a volta à noite. Caravelas fica a 90 km de Cumuru, via Prado (60 km por ótimo asfalto). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

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