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Inclui Abrolhos

 

 

Cumuruxatiba:

À sombra das amendoeiras

 

 (E) Mirante do morro - (D) Rio Cumuruxatiba

 

 

 

 

 

 

Entre o extremo norte do Espírito Santo o extremo sul da Bahia, algumas praias onde o asfalto não chega têm conseguido escapar tanto do turismo de massa quanto do loteamento desenfreado. De todas elas, Cumuruxatiba – daqui para frente denominada Cumuru – é a mais certinha.

 

Nada em Cumuru é exagerado ou radical. O acesso é difícil (os últimos 30 km são de terra), mas não tão penoso quanto o acesso ao Corumbau. O gene do bicho-grilo está no DNA da praia, mas o clima é bem menos alternativo do que, por exemplo, em Itaúnas. Comparada à folia que a garotada faz em Caraíva, Cumuru pode ser até considerada uma praia família – mas nem remotamente tão família quanto sua vizinha papai-e-mamãe, Prado. As pousadas são confortáveis na medida – nem tão rústicas como as de Itaúnas ou Caraíva, nem tão caras quanto as do Corumbau.

 

O centrinho da vila é ajeitadinho e perfeitamente habitável. São praticamente apenas três ruas – a principal, de paralelepípedos, que corta toda a vila; uma ruazinha em cima do morro, na entrada da cidade; e uma ruazinha beira-mar, que só começa final do centro.  A praia da vila tem quiosques simpáticos, alguns com decks e mesas postas sob a copa das árvores, outros funcionando como... lojas de artesanato. A beira-mar emenda na estradinha que leva às praias do norte de Cumuru: a primeira delas, Rio do Peixe, é onde fica a maioria das pousadas confortáveis.

 

 Praia do Rio do Peixe

 

 

 

 

 

Dos aspectos naturais de Cumuru, o que eu gosto mais é a vegetação: os 4 km entre a praia da vila e o final da praia do Rio do Peixe são inteiramente sombreados por amendoeiras frondosas. (Se o litoral inteiro do Brasil fosse assim, as fábricas de guarda-sol poderiam fechar.) A água é um pouco turva na praia da vila (a areia é escura, tem propriedades monazíticas) e vai ficando mais clara para o norte (e no verão). A praia mais bonita fica a 12 km do centro: é a Barra do Caí (foto à esquerda) – que, para alguns, foi o verdadeiro lugar onde Cabral aportou em 1500.

 

Cumuru é daqueles lugares para chegar e não sair do lugar. Mas se você cansar de descansar, pode pegar um passeio de barco até a ponta do Corumbau, ou sair para avistar baleias (no inverno e até meio da primavera), ou ainda visitar o centro histórico de Caravelas (90 km) -- onde, a propósito, você deverá dormir uma noite, caso queira mergulhar em Abrolhos.

 

(Para ler sobre Abrolhos, clique aqui.)

 

 Caravelas, 90 km: (E) centro histórico; (D) beira-rio

 

 

  

 

 


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Mais na Internet: Cumuru.com.br