Introdução
 
  É a sua praia
  Não é a sua praia
  Distâncias
  Época de chuvas
  Acessos
 
 Introdução 
 Vai por mim  
 Como chegar 
 Praias 
 Onde ficar 
 Onde comer 
 O que fazer 
 O que evitar 
 Aonde esticar 
 

Inclui: Muro Alto, Maracaípe e Serrambi

 

 

 

Porto de Galinhas:

O preço do sucesso

 

 

 (E) Piscina natural - (D) Pontal do Cupe

 

 

 

 

 

 

 

  

"Mas você gosta mesmo de Porto de Galinhas?", de repente eu comecei a ouvir de amigos e leitores que voltaram de lá desde o lançamento do guia impresso, em 2001. É uma pena -- mas não, não dá mais para gostar de Porto de Galinhas. Você pode gostar de um resort, pode gostar da piscina natural, pode gostar de tomar banho no Pontal do Cupe ou em Serrambi, pode gostar da galera de Maracaípe. Mas o lugar como um todo sucumbiu, coitado, à especulação turística desenfreada de todos os tipos de público ao mesmo tempo: do turismo classe A dos resorts ao turistão dos pacotes ao farofeiro bate-e-volta. É triste.

 

Jericoacoara continua protegida pela distância; Noronha, pelo preço; Pipa, pela infra, mais confortável, de Natal; a Praia do Forte, por um planejamento exemplar antidegradação. Nenhuma dessas circunstâncias vem em socorro de Porto de Galinhas. Aqui, o excesso de exposição na mídia é amplificado pela facilidade de acesso e pelo declínio do Recife como destino de praia.

 

 Praça das Jangadas

O mais esquisito é que esse fim de Porto de Galinhas como um destino charmoso se dá justamente quando o lugar começa a ter resorts de primeira linha, como o Nannai e o Summerville. O problema é que esses resorts detonaram a ponta norte da orla, transformada num condomínio de hoteizões. Diferentemente de Sauípe, onde houve a preocupação de recuar os resorts e preservar a paisagem da beira-mar, Muro Alto ganhou uma cerca de fora a fora, para que o Nannai pudesse se debruçar sobre a praia. Se isso tivesse acontecido nos anos 80, dava para entender; mas no século XXI é um absurdo.

 

 Restaurante Beijupirá

Por mais que o centrinho da vila ganhe shoppingzinhos com lojas ajeitadinhas, o aspecto geral é de bairro de periferia, não de vilazinha de praia. Caminhar por lá não é mais prazeroso; você vai para embarcar nas jangadas rumo às piscinas naturais ou para jantar, e só. Só há um lugar em que a natureza e o charme de Porto continuam preservados: em Maracaípe, 3 km adiante. Além de point da surfistagem, Maracaípe agora virou refúgio dos bacanas de Recife -- depois que a "praça de alimentação" da praia, a Vila de Todos os Santos, foi encampada pelo grupo mais profissional de restaurantes do Recife.

 

Finalmente, 14 km para o sul do centrinho de Porto fica Serrambi, uma praia maravilhosa (calmíssima, água transparente), ocupada por um condomínio bagunçado, onde há um bom resort arrendado por italianos.

 

Quer dizer que não dá mais para ir a Porto de Galinhas? Calma, eu não disse isso. A região ainda tem praias deliciosas e lugares transados. Se você ficar num hotel bacana, souber em que trecho ir à praia e freqüentar os lugares certos, pode ser até que você me pergunte: "Escuta, mas por que é que você não gosta de Porto de Galinhas?"

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 (E) Pontal de Maracaípe - (D) Bangalô do Nannai 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

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Mais na Internet: Porto de Galinhas.com.br