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Barra Grande & Maraú:

A próxima da fila?

 

 

 (E) Piscinas naturais - (D) Kiaroa Resort

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A chapa está esquentando. Depois de Itacaré, a praia baiana da hora tem tudo para ser Barra Grande & Maraú. A curiosidade já atravessou o Rio de Contas, que separa a Península de Maraú da vila de Itacaré, atraindo jipes e mais jipes de visitantes que enfrentam a pior estrada de terra do planeta para ver as piscinas naturais de Taipus de Fora e voltar no mesmo dia. No réveillon de 2004, uma aventada -- e não concretizada -- visita do presidente Lula à casa do marqueteiro Duda Mendonça (situada à beira das tais piscinas de Taipus), colocou o nome de Barra Grande e de Maraú pela primeira vez nos jornais, fora do caderno de turismo. Debaixo de todos esses holofotes, o lugar acaba de ganhar seu primeiro hotel de luxo, o Kiaroa -- e, com ele, uma pista de pouso e um vôo regular Salvador-Barra Grande-Salvador, em teco-teco. Será que é agora que Barra Grande e Maraú saem dos guias de ecoturismo e entram para as colunas sociais?

 

 Baía de Camamu

Tecnicamente, Maraú é uma península -- mas a sensação que você tem o tempo todo é a de estar numa ilha. Quase ninguém chega até lá pelo arremedo de estrada de terra que sai na direção oeste e teoricamente une a península à BR 101. Nananina. Quem quiser ir a Maraú vai ter que fazer alguma travessia: marítima (a Baía de Camamu) ou fluvial (o Rio de Contas). Uma vez instalado, você jamais vai se lembrar de que está no continente.

 

A Península de Maraú é uma tripa que avança em paralelo ao continente, espremida entre o Oceano Atlântico, nosso velho conhecido, e a Baía de Camamu -- a terceira maior do Brasil, mantida durante décadas como um bem-guardado segredo entre velejadores. Salpicada de ilhotas e bordejada por manguezais, a baía de Camamu tem águas calmas, e esconde nos seus confins uma preciosidade: a cachoeira do Tremembé, a única do país que deságua no mar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A costa atlântica da península tem 40 km de praias selvagens, com areia dourada e mar azul, que se sucedem num recorte sutil, ladeadas de coqueiros de ponta a ponta. Alguns trechos são protegidos por corais -- o mais famoso é o da praia de Taipus de Fora, que vira uma piscina natural na maré baixa. Não muito longe dali, a Lagoa do Cassange se estende por mais de um quilômetro, separada do mar apenas por um coqueiral. Uma estradinha de terra muito precária (recomendável apenas para jipões com tração 4x4) rasga a península, da vila de Barra Grande, na extremidade norte, ao Rio de Contas, na ponta sul, possibilitando o acesso à costa (e à sede do município, a vilazinha de Maraú, que é voltada para a baía).

 

Na ponta norte da península fica Barra Grande, um vilarejo com ruazinhas de areia e casas simples, que atualmente sofre (a palavra é essa) um surto de crescimento. Há três anos o lugar era pitoresco, mas hoje está feioso e bagunçado. De todo modo, ficar em Barra Grande é indicado para quem não quer ficar ilhado numa praia distante. Mas se o que você quer é justamente ficar ilhado numa praia distante, existem pousadas em Taipus de Fora, no Cassange e em Saquaíra -- além do novo resort, situado a meio caminho entre a vila de Barra Grande e as piscinas de Taipus.

 

Você já viu um destino entrar na moda? Não? Então acompanhe esse momento de Barra Grande, e você vai ver um.

 

 

 (E) Camamu - (D) Baía de Camamu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

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Mais na Internet: Barra Grande.net