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| Introdução | ||||||||||||||||||||
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Itacaré: Feitiço sem farofa
(E) Prainha - (D) Armazém de Minas
Itacaré foi uma cidade muito próspera nos anos de ouro do cacau. Depois que a praga da vassoura-de-bruxa se abateu sobre a Costa do Cacau, no entanto, a cidadezinha decaiu, morreu, sumiu do mapa. E então, no finzinho do século 20, Itacaré renasceu. Em sua nova vida, Itacaré não é mais o refúgio elegante dos coronéis do cacau. Mas continua metida: a cidade reencarnou como o mais hypado entre os destinos de ecoturismo do Brasil. O renascimento de Itacaré começou com a inauguração, em 98, da Estrada-Parque Ilhéus-Itacaré, um tapete de 65 km que passa suficientemente longe da praia para não estragar a orla.
A felicidade de Itacaré é que seu renascimento se dá em pleno "boom" do turismo ecológico. Por uma questão de consciência, mas também por uma questão de marketing, Itacaré assumiu o selo "eco" como nenhuma outra praia badalada. Em toda a área de proteção ambiental só podem ser feitos loteamentos e hotéis de baixo impacto. Aqui, "turismo sustentável" é assunto de botequim. O público de Itacaré é composto principalmente de avulsos: surfistas, mochileiros, gringos, paulistas descolados. Em 2004, entretanto, o lançamento de um pacote barato da CVC para Itacaré colocou muita gente em estado de alerta. Todo cuidado é pouco...
As feições da vila só começam a se transformar no caminho para as praias do perímetro urbano. O segundo quarteirão da rua Lodônio Almeida é o Quadrado, a Amauri e a Dias Ferreira de Itacaré: um restaurante ao lado do outro, com uma lojinha aqui e um cybercafé acolá. Continuando pela Lodônio você dá na rua antigamente conhecida por Caminho das Praias, mas que hoje virou "a Pituba", em homenagem ao bairro muvucado de Salvador. A Pituba é o paraíso do turista duro: é aqui que ficam as pousadas baratinhas, os restaurantes mais em conta e os botecos mais sujinhos. É uma zona, mas uma zona bacana. No final da Pituba fica a Praia da Concha (foto), que eu costumo chamar de "loteamento de pousadas". Suas ruas de Depois da entrada para a Concha é que ficam as praias realmente bacanas da vila: Resende e Titirica, que eram point dos surfistas muito antes do asfalto chegar. Mais um pouco e chega-se à Ribeira, de onde sai uma trilha (de meia hora) para a praia mais cultuada do pedaço, a Prainha. Voltando para o centro e saindo da cidade, alcançam-se as praias do sul, totalmente selvagens, com acesso por trilhas ou por dentro de fazendas (normalmente paga-se R$ 5 por carro na porteira para poder entrar). É nessas praias que ficam os hotéis sofisticados, como o Txai, o Eco Resort e o Eco Village.
Aos poucos Itacaré também vai se firmando como um destino não apenas "eco", mas charmoso. Seu melhor hotel, o Txai, é sem dúvida o mais sofisticado pé-na-areia da costa brasileira. Na cena gastronômica, começam a surgir cardápios diferentes. Em 2006 deve abrir na praia da Engenhoca o Warapuru, um hotel de bangalôs modernérrimos com a griffe de Anouschka Hempel, dos Blake´s de Londres e Amsterdã (veja o site do projeto aqui; leia a notícia na Wallpaper*, aqui). O que que a CVC está querendo fazer em Itacaré, mesmo?
(E) Pousada Arcádia - (D) Txai Resort
Mais na Internet: Itacare.com
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