Introdução
 
  É a sua praia
  Não é a sua praia
  Distâncias
  Época de chuvas
  Acessos
 
 Introdução 
 Vai por mim  
 Como chegar 
 Praias 
 Onde ficar 
 Onde comer 
 O que fazer 
 O que evitar 
 Aonde esticar 
 

 

Itacaré: Feitiço sem farofa

 

 (E) Prainha - (D) Armazém de Minas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Itacaré foi uma cidade muito próspera nos anos de ouro do cacau. Depois que a praga da vassoura-de-bruxa se abateu sobre a Costa do Cacau, no entanto, a cidadezinha decaiu, morreu, sumiu do mapa. E então, no finzinho do século 20, Itacaré renasceu. Em sua nova vida, Itacaré não é mais o refúgio elegante dos coronéis do cacau. Mas continua metida: a cidade reencarnou como o mais hypado entre os destinos de ecoturismo do Brasil.

 

O renascimento de Itacaré começou com a inauguração, em 98, da Estrada-Parque Ilhéus-Itacaré, um tapete de 65 km que passa suficientemente longe da praia para não estragar a orla.

 

 Serra Grande

Lá pelo km 35 começa a serra que é a fonte das belezas de Itacaré. É graças à serra que a costa de Itacaré possui o recorte necessário para que suas águas sejam azuis ou verdes (na maior parte do ano), sem aquela faixa turva permanente da orla reta de Ilhéus. Além de interferir na cor do mar, a serra cria uma paisagem sui-generis na Bahia: em vez de falésias ou dunas, as praias de Itacaré são limitadas por morros recobertos por densa vegetação de mata atlântica -- num astral muito mais para Ubatuba do que para Praia do Forte. Para tornar as coisas ainda melhores, esses 30 km ao sul da cidade são ocupados por fazendas (hoje desativadas) de coco e cacau, que protegeram a costa do loteamento desenfreado e da degradação ambiental.

 

A felicidade de Itacaré é que seu renascimento se dá em pleno "boom" do turismo ecológico. Por uma questão de consciência, mas também por uma questão de marketing, Itacaré assumiu o selo "eco" como nenhuma outra praia badalada. Em toda a área de proteção ambiental só podem ser feitos loteamentos e hotéis de baixo impacto. Aqui, "turismo sustentável" é assunto de botequim. O público de Itacaré é composto principalmente de avulsos: surfistas, mochileiros, gringos, paulistas descolados. Em 2004, entretanto, o lançamento de um pacote barato da CVC para Itacaré colocou muita gente em estado de alerta. Todo cuidado é pouco...

 

 Rest. Casarão Amarelo

O centro antigo da cidade continua pobrezinho. Somente alguns casarões foram restaurados, Há muitas casas abandonadas -- e quem passeia pela orla central, com suas casinhas modestas e barzinhos populares, não imagina que esteja na praia do momento da Bahia.

 

As feições da vila só começam a se transformar no caminho para as praias do perímetro urbano. O segundo quarteirão da rua Lodônio Almeida é o Quadrado, a Amauri e a Dias Ferreira de Itacaré: um restaurante ao lado do outro, com uma lojinha aqui e um cybercafé acolá. Continuando pela Lodônio você dá na rua antigamente conhecida por Caminho das Praias, mas que hoje virou "a Pituba", em homenagem ao bairro muvucado de Salvador. A Pituba é o paraíso do turista duro: é aqui que ficam as pousadas baratinhas, os restaurantes mais em conta e os botecos mais sujinhos. É uma zona, mas uma zona bacana.

 

No final da Pituba fica a Praia da Concha (foto), que eu costumo chamar de "loteamento de pousadas". Suas ruas de barro escondem pousadas e mais pousadas, algumas delas espremidas em terrenos onde não caberia mais do que uma boa casa de praia. A beira da praia -- que também pode ser acessada pela orla central -- tem muitas barracas, algumas com caiaques para alugar. Uma pedra no canto esquerdo serve de camarote para assistir ao pôr-do-sol no Rio de Contas.

 

Depois da entrada para a Concha é que ficam as praias realmente bacanas da vila: Resende e Titirica, que eram point dos surfistas muito antes do asfalto chegar. Mais um pouco e chega-se à Ribeira, de onde sai uma trilha (de meia hora) para a praia mais cultuada do pedaço, a Prainha.

 

Voltando para o centro e saindo da cidade, alcançam-se as praias do sul, totalmente selvagens, com acesso por trilhas ou por dentro de fazendas (normalmente paga-se R$ 5 por carro na porteira para poder entrar). É nessas praias que ficam os hotéis sofisticados, como o Txai, o Eco Resort e o Eco Village.

 

Aos poucos Itacaré também vai se firmando como um destino não apenas "eco", mas charmoso. Seu melhor hotel, o Txai, é sem dúvida o mais sofisticado pé-na-areia da costa brasileira. Na cena gastronômica, começam a surgir cardápios diferentes. Em 2006 deve abrir na praia da Engenhoca o Warapuru, um hotel de bangalôs modernérrimos com a griffe de Anouschka Hempel, dos Blake´s de Londres e Amsterdã (veja o site do projeto aqui; leia a notícia na Wallpaper*, aqui). O que que a CVC está querendo fazer em Itacaré, mesmo?

 

 

 (E) Pousada Arcádia - (D) Txai Resort

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

Vai por mim

Como chegar           

As praias             

Onde ficar       

Onde comer        

O que fazer        

O que evitar

Aonde esticar

 

 

 

Freire's - página inicial

 

 


 

Mais na Internet: Itacare.com